quinta-feira, 12 de março de 2009

Era só uma pizza!!!


Estou cansada! Cansada de ficar pulando num pé só, de um lado pro outro... E tudo isso porque eu fui comer uma pizza no sábado passado!

Não, eu não comi pizza de Saci Pererê... Tá achando isso aqui conversa de maluco? Eu me auto-intitulo de Doida da Lua, não é de se esperar que as coisas na minha vida sejam normais, pelo amor de Deus...


Então, deixa eu contar como foi que eu fiquei pulando depois de comer uma pizza...


Ir à pizzaria no fim de semana é uma coisa normal e todo mundo gosta disso, né? Ainda mais se você está acompanhada de pessoas agradáveis, ouvindo uma boa música e tal.


Pra comemorar o emprego novo do meu cunhado, nós juntamos uma turma e nos reunimos ao redor de uma mesa com comida e bebida, como as pessoas sempre fazem quando querem festejar alguma coisa.


Já depois da pizza (pelo menos eu consegui comer...), me aconteceu um pequeno acidente de percurso. É... o acidente estava no percurso mesmo. Havia uma garrafa no meio do caminho. E no caminho do garçon. E isso não foi nenhum pouco poético...


Alguma pessoa bastante inteligente e atenta à segurança no local de trabalho, deixou uma garrafa no chão, no caminho das pessoas. O que é de se estranhar, porque nesse lugar não se tem o hábito de colocar garrafas embaixo das mesas. Mas ela estava lá. E o garçon também. Ele veio com uma bandeja enoooooooorme, cheia de coisas e por ter seu campo de visão reduzido, chutou a benedita da garrafa.


Acontece que, quando ele chutou o diabo da garrafa, ela bateu no chão, quebrou e... foi direto no pé de quem? Hein? Hein? No pé da Lanussa, é claro!! Porque, de todas aquelas pessoas que sentavam naquela mesa, eu, justamente EU, fui a sorteada.


Vocês não têm noção da força com que aquela coisa me atacou! Imaginem uma bala de revólver indo de encontro ao alvo... Era aquela garrafa indo de encontro ao meu calcanhar. A pancada foi tão grande e dolorida que, eu tive logo certeza de que tinha um enorme corte ali. Eu nem quis olhar pra confirmar, eu só estendi a perna pro Herlon e ele se encarregou de saber o quanto ainda tinha sobrado do meu pé.

O corte foi bem feio. Eu vou ser bem nojenta agora e dizer que um pedaço do meu calcanhar ficou pendurado só pela parte de cima.


Mas o que me assustou realmente foi quando as pessoas começaram a dizer que era melhor eu ir para um hospital e eu até pensei em dizer: "Qual é pessoas?! É só passar um algodãozinho e colocar um esparadrapo, que tá tudo ótimo!" O que eu nem cheguei a falar porque, tipo, eu acho que elas não iam me dar muita atenção mesmo.


O susto seguinte foi eu lembrar que estou sem plano de saúde e ouvir as pessoas repetirem que eu teria que fazer uso do nosso exelente serviço de saúde pública. Eu juro, comecei a tremer só de pensar. E eu tremi mais ainda quando as minhas suspeitas se concretizaram na minha frente, na forma de uma mulher gorda, feia e incompetente.


A atendente do hospital não deu a mínima pra gente. O Herlon estava quase colocando os bofes pra fora por ter que me carregar pra lá e pra cá e ela não se deu ao trabalho de abrir aquela bocona dela e nos dizer onde é que a gente conseguia um curativo. Na verdade, quem nos atendeu mesmo foi a moça da limpeza que estava sentada numa cadeira ao lado.

Ela nos disse onde se fazia o curativo e onde nós poderíamos sentar pra esperar o atendimento. E a mulher gorda nem se importou com o fato de que eu estava me desmanchando em sangue. Claro que não... O que é esse detalhe se comparado à importância dela colocar meu endereço numa ficha? Quer dizer, você pode estar morrendo ali, mas a mulher quer saber é do bairro onde você mora!!!


Os sustos não pararam por aí... Quando eu entrei na sala de sutura e vi a sujeira que tinha naquele lugar eu quase implorei que me deixassem morrer de hemorragia, porque, se eu não morresse por hemorragia, era óbvio que uma infecção ia conseguir fazer isso.


E eu acho que o enfermeiro preferiu a primeira opção... A falta de pressa em fazer aquele curativo deixou isso bem claro. O que era um pouquinho de sangue pingando no chão da sala dele? Depois era só passar um pedacinho de algodão ali, sem detergente nem nada, ou qualquer coisa que limpasse de verdade aquele chão imundo. Afinal, é preciso manter as características naturais do local, porque, é isso que faz ele ser único e tão... "acolhedor". Acolhedor de bactérias, eu quero dizer.


Quando ele disse que o corte precisaria de alguns pontos o meu desespero chegou ao limite do insuportável. Não por causa da dor... (ah, qual é? Foi por causa da dor também!), mas pelo fato de que aquela pessoa delicada iria enfiar agulhas no meu pé e eu estava enojada com a sujeira que habitava há séculos o lugar onde me obrigaram a ficar deitada.
Eu só conseguia pensar nos milhões de bactérias invadindo o meu corpo e de como havia sangue ali no mesmo lugar onde eu estava, minutos antes de eu entrar naquela sala. Sangue de outra pessoa, que eu nem sabia de onde vinha e não tinha sequer um paninho esterilizado ou uma toalha descartável ali em cima. Eeeeeeeeeeecccccccccaaaaaaaaa!!!! Como aquilo ali era nojeeeeeeeeeeeeento!!!!

Eu chorava. A cada vez que eu levantava um pouco a cabeça e olhava pra imundice que tinha na ponta da mesa, eu chorava mais. O Herlon me disse depois que as minhas lágrimas escorriam pela mesa de metal e ele conseguia ver a sujeira que elas levavam... Aaaaaarrrrrrgggghhhh!!!
O enfermeiro futucava o meu pé como se estivesse mexendo, assim, na cara da mãe dele. O Herlon ficou até com medo de reclamar e ele resolver brincar de Doutor Louco e fazer uma experência científica inédita com o meu calcanhar. Então, nós só tivemos que respirar fundo e esperar aquela sessão de trotura chinesa acabar.

O meu amor ficou comigo o tempo todo, enquanto o irmão mais novo e o primo dele esperavam lá fora. Eles não eram muito chegados em, tipo... sangue. E o Herlon foi forte e ficou me apertando enquanto o cara lá fazia ponto de cruz no meu pezinho delicado. Até que...

Até que eu senti a mão do Herlon se afrouxar no meu braço e, quando o açougueiro disse que eu já podia levantar, eu olhei para trás e vi o lugar mais limpo. "Cadê o Herlon, pelo amor de Deus?! Não me deixem aqui sozinha com esse Jack o Estripador!!" Eu não cheguei a gritar isso, porque logo o Elvis entrou na sala e me carregou lá pra fora. O pobre do meu amor tinha baixado a pressão de tanto ver aquele sujeito mexer no meu pé, como se estivesse temperando um filé de alcatra (rsrs).

Então, depois disso tudo, eu estou aqui, sem poder andar pra lugar nenhum e usando uma forma não muito convencional para me locomover. Eu tenho que ficar pulando num pé só pra poder ir ao banheiro ou à cozinha. Eu já utilizei todas as versões pra se sentar no sofá da sala. Minha bunda já deve ter um calo ou dois de tanto ficar sentada. Eu tenho que usar uma cadeira pra tomar banho. Eu não pude começar a academia esta semana. As minhas alunas estão levando um dever de casa vergonhoso pra escola porque a mãe é ausente e eu não posso ir até lá pra ensiná-las. Resumindo: a minha vida parou até, pelo menos, segunda-feira que vem, só porque eu fui comer uma pizza no sábado passado.


Por isso, pessoas... Cuidado! Comer pizza pode ser prejudicial à saúde!


E, tá bom! Eu sei, eu sei... eu tenho uma pequena queda para o drama, uma imaginação hiperativa e uma necessidade patológica de criar situações intensas na minha vida. Mas, qual é?! Vocês não iriam achar graça nenhuma se eu escrevesse aqui: "eu cortei o pé, costurei o pé e agora estou pulando feito canguru."rsrs


Não, esta não seria eu! E tudo que eu contei aqui é verdade! Eu aumento mas não invento!kkkkk
É isso aí!!

domingo, 1 de março de 2009

Um tesouro escondido.


Ontem eu arrumei o meu armário sem querer. É, sem querer. Tipo, eu estava procurando um papel com uma uma receita de frango e, quando dei por mim, tava arrumando o tal do armário. Tinha muita bagunça e eu joguei 10 quilos de papel fora.

Pra quem não sabe, eu sou a maníaca do papel. Ninguém pode me dar papel e pedir que eu guarde... Eu guardo mesmo! Aliás... não precisa nem me pedir um absurdo desses. E, mesmo com 10 quilos a menos de papel estocado, ainda ficou um montão, então daí vocês tiram a minha doença psicopata por papel.


Bem, o fato é que, em meio a esse papel todo, eu achei um poema do Nilson que ele me deu quando a gente estudava o terceiro ano do Ensino
Médio.

Eu olhei aquelas frases malucas e me deu um quentinho no coração ao mesmo tempo em que me veio a sua imagem na minha cabeça.

Nilson, eu queria que tu ainda estivesse aqui, pra continuar escrevendo esses poemas malucos e me pedir pra guardar, como este...

Mil segredos

Um dia eu estava pensando e falando

Um dia de noite, eram dez horas

Um dia de noite era meia noite e meia era dez e meia


Minha meia estava com meio chulé

O vento colorido e frio passava com seu cheiro de mulher

Mas mesmo assim, continuei sentado
Num banco redondo de quatro cantos

Estou lendo um jornal sem letras no reflexo da luz apagada

Com três manchetes seguintes:

"A ÁFRICA ERA RICA, HOJE ELA É POBRE"

"OS PAÍSES RICOS SÃO RICOS PORQUE ROUBARAM A ÁFRICA"

"A ÁFRICA ENRICOU OS RICOS E OS NOBRES"


Olhando para o céu, percebi que as estrelas eram gotas de mel

Pensei no meu segredo

Segredo é que tenho mil mulheres

Mas mil mulheres não me querem como seu segredo.
(Josenilson Ferreira de Lima)

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O que é a felicidade.


No último fim de semana, dois amigos meus, que moram bem longe um do outro e não se conhecem, vieram me falar de uma mesma coisa. Os dois estavam se sentindo estranhos. Eles sentiam tristeza, ficavam mal-humorados de repente, sentiam uma angústia, um vazio, tudo isso, sem explicação. Eles não sabiam me dizer de onde vinham esses sentimentos e nem porquê.

Eu perguntei como estava a vida de cada um e os dois, deram respostas parecidas. A família estava bem, os estudos estavam bem, eles não tinham motivos aparentes para se sentirem assim e isso acabava piorando a situação.

Então eu, no alto da minha sabedoria-milenar-de-parachoque-de-caminhão, disse para eles que isso é uma coisa normal da vida. Todo mundo sente isso ao menos uma vez durante a sua existência. É claro que, no caso das mulheres, isso recebe o nome científico de TPM e acontece com uma freqüência maior mas, pensem bem, se os homens também tivessem esse troço todos os meses, o mundo não teria passado de Adão e Eva, não é mesmo? Tem que ter uma organização na coisa toda...

E isso é verdade mesmo. O ser humano é um bicho muito esquisito e complicado. Nós procuramos a felicidade o tempo todo, é como uma caça ao tesouro. Um tesouro muito precioso. O problema é que, quando nós o temos na palma de nossas mãos, simplesmente não conseguimos enxergar e, quando um ou outro consegue, ele ignora aquilo descaradamente e vai atrás de procurar sarna pra se coçar porque, o que parece, é que essa busca desenfreada pela felicidade é que justifica a vida.

Nós nos damos motivos inexistentes para a infelicidade. Isso é meio doido. Parece que ninguém se acha digno de ser feliz porque, quando você finalmente tem consciência de que é, começa a questionar se merece! Putz! Já vi um povo pra gostar de problema, viu?

Esses dois garotos estavam (e estão) felizes, sem problema algum na vida, tudo uma maravilha. Então, eles resolveram inventar alguma coisa mais emocionante pra passar o tempo. Um resolveu se perguntar se merece essa felicidade que está sentindo e o outro, resolveu criar um complexo com o peso dele e agir como se fosse uma modelo adolescente de 16 anos e se alimentar só de água durante todo o dia. E olha só a coisa mais maluca... Ele têm consciência disso tudo! Ele SABE que isso é coisa da cabeça dele. Ele mesmo me disse isso com todas as letras! Vai entender...

Esse negócio de felicidade, é como o amor. A gente procura, procura, procura e, quando tá na nossa frente a gente, automaticamente, vira a cara. Fica inventando uma complicação medonha sobre essas coisas, mesmo sendo algo absurdamente simples!

Um desses meus amigos me disse: "Está tudo tão bem, que me dá um medo. Hoje pode ser assim e amanhã pode não ser mais..."

Eu sei o que ele está sentindo. Eu já senti isso também (e pasmem! Fora do meu período de TPM). Mas, o que eu tento todos os dias colocar na minha cabeça é que, felicidade eterna não existe. É isso mesmo. Lamento desapontar os que achavam isso. E eu não estou falando porque eu decidi que é assim.

Há quase dois anos atrás, uma amiga minha me deu para ler, a
entrevista de um psicólogo na revista Veja. O americano Steven Hayes, de 57 anos, falou sobre esse negócio de felicidade. Ele disse que felicidade não é normal, a dor é que é. Isso é um absurdo! Você pensa. Mas eu acho que ele está totalmente certo. Como? Vamos seguir o raciocínio dele.

Steven Hayes diz que, felicidade é vista sempre como a ausência completa de dor. Quer dizer, o indivíduo só é feliz de verdade, quando não sente dor alguma e nem passa por decepções. Ora, vejam só, nessa vida é impossível você não passar por esses tipos de emoções. Nós não podemos ter o controle de tudo o tempo todo e evitar a mágoa, a chateação, a tristeza, a perda... Por mais que tudo esteja bem, uma hora ou outra, acontecem coisas que a gente não espera e não tem explicação. Como naqueles momentos em que você perde o controle da situação por alguns segundos, deixando a porta escapar e bater no dedinho do pé. Nossa, como isso dói, não é? E você fica se perguntando como foi que aquilo aconteceu, mas não tem resposta! Simplesmente aconteceu! Você não pode ter o controle de tudo sempre. A vida é isso. A dor é intensa, mas uma hora ela passa. Sempre passa.

Então, a felicidade que realmente existe, são momentos efêmeros que vêm e vão, como uma reunião com os amigos, uma viagem muito esperada, uma festa surpresa, o nascimento de um filho, irmão, sobrinho... Esses momentos não duram para sempre, a não ser na memória da gente. E a qualquer hora, você pode deixar a porta escapar e bater no dedinho do seu pé, isso é inevitável!

Nós temos que aproveitar esses pedacinhos de felicidade e deixar de se preocupar com a dor que a gente vai sentir mais na frente. Deixar de se perguntar: Será que eu mereço? Ora, a não ser que você tenha passado a perna em alguém para estar se sentindo feliz, você merece sim. Todo mundo merece.

Eu sei o que esses dois estão sentindo. Não é coisa para se preocupar, não é nada grave. Isso aí só é aquela perturbação que dá na gente quando estamos passando para a vida adulta e não sabemos como agir. A gente pensa que é uma coisa muito difícil porque achamos que, ser adulto, é ganhar um monte de conta e problema e que temos a obrigação de conseguir um emprego com salário inicial de cinco mil reais. E na verdade, não é!

A sociedade moderna coloca essa maluquice na cabeça da gente, mas ela está mentindo. Descaradamente. Não acredite nela. Ser adulto é ter determinação para ser o que você quiser e, ser feliz, acima de tudo, em cada gotinha de tempo em que você esteja fazendo uma coisa que goste muito, sem se preocupar com o que vai acontecer de ruim mais lá na frente porque, sobre essas coisas, a gente não tem controle, por mais que a gente tente.

Eu sei que eles vão ficar bem. Todo mundo fica.

E eu vou deixar aqui pra vocês, a letra de uma música de Tom Jobim e Vinícius de Moraes que eu gosto tanto:

A Felicidade
(Tom Jobim e Vinícius de Moraes)

"Tristeza não tem fim, felicidade, sim...
A felicidade é como a pluma

Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve, mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar...

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval,
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento do sonho
Pra fazer a fantasia de rei ou pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira

A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila, depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor
(...)

P.s: Apareceram mais dois pra completar aqui a lista. Por isso eu agora vou ali procurar uns incensos pra acender e o Banho da Cigana Poderosa porque o negócio tá brabo e eu não quero que essa "onda" pegue em mim, não. (rsrsrs)


É isso aí!

P.s. 2: Este texto foi escrito para a coluna Doida da Lua no blog 100 Eira Nem Beira, do amigo Manoel Filho, em 28/05/08.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

É assim...


- Nenhuma pessoa merece tuas lágrimas, e quem as mereça não te farão chorar.

- Só porque alguém não te ama como tu desejas, não significa que não te ame com todo seu ser.

- Um verdadeiro amigo é quem te pega da mão e te toca o coração.

- A pior forma de sentir falta de alguém é estar sentado a seu lado e saber que nunca o poderás ter.

- Nunca deixes de sorrir, nem mesmo quando estejas triste porque nunca sabes quem poderá enamorar-se de teu sorriso.

- Podes ser somente uma pessoa para o mundo, mas para alguma pessoa tu és o mundo.

- Não passes o tempo com alguém que não esteja disposto a passá-lo contigo.

- Quem sabe Deus queira que conheças muita gente enganada antes de que conheças à pessoa adequada, para que quando no fim a conheças , saibas estar agradecido.

- Não chores porque já terminou, sorria porque aconteceu.

- Sempre haverá gente que te machuque, assim, o que tens de fazer é seguir confiando e só ser mais cuidadoso com em quem confias duas vezes.

- Converte-te em uma melhor pessoa e assegura-te de saber quem és antes de conhecer mais alguém e esperar que essa pessoa saiba quem és.

- Não te esforces tanto, as melhores coisas acontecem quando menos esperas...

(Gabriel García Marquez)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Casa da vovó...


Casa da vó é tão bom, né? Não que a minha vó seja assim, aquela criatura delicada que fala baixinho, faz um monte de bolinhos pros netinhos e deixa eles fazerem o que quiserem... Muito pelo contrário! Minha vó nunca foi chegada a fazer paparicos em crianças, andava sempre com a cara fechada e brigava com a gente o tempo todo. A gente adorava isso! (rsrs)

Quer dizer, a gente era criança e criança não se importa muito com certas coisas. A gente queria saber mesmo era de brincar e acabou se acostumando com o jeito esquisito da minha vó.

Em compensação, havia o meu avô, que gostava de brincar com a gente, fazer bichinhos de palha de côco e chapéu de folha de planta. Ele acordava a gente imitando o Pato Donald e deixava a gente ir com ele quando ia levar o cavalo pra pastar.

Esses são meus avós maternos e eu, meus irmãos e meus primos adorávamos passar dias na casa deles, lá em José de Freitas, cidade que fica a 47km de Teresina.

Quando eu ainda era bem pequena e entrava de férias no colégio, a minha mãe me mandava logo pra casa da minha vó, pra passar pelo menos uma semana por lá. Até então, eu só tinha uma irmã mas, ela era bem mais apegada à mamãe do que eu, talvez também por ser mais nova. Então eu ia sozinha mesmo...

Havia uma prima muito querida, que eu gostava muito e nós achávamos o máximo fazer aniversário no mesmo dia. Quer dizer, eu pensei logo em nascer no dia do primeiro aniversário dela e, acho que isso uniu bastante a gente.

A minha vó, por mais que fosse briguenta e mal-humorada, cuidava da gente direitinho. Quando minha irmã cresceu mais um pouco, ela também ia comigo passar férias na casa da vovó, sem a mamãe.

Vovó comprava banana de casca verde pra gente. Sempre que a gente ia, ela comprava. Essa banana é uma delícia... Ai... eu consigo sentir até o gosto...

Quando vovô trazia milho verde da roça, ela fazia canjica pra mim. Hummm... Canjica...

Eu e a Larissa tínhamos copinhos e pratinhos personalizados. Havia bem mais netos e tal, mas só a gente tinha esse privilégio.

A casa da vovó era coberta de palha, as paredes eram de barro e o chão batido. Eu adorava aquela casa.

Durante a noite, a gente escutava uns barulhos esquisitos de bichos caminhando no telhado e como a casa dormia inteiramente mergulhada no escuro, era aterrorizante (rsrsrs). Isso era divertido também. Ainda não tinha energia elétrica. A gente passava a noite à luz de lamparina e eu juntava todos os primos em volta de alguma delas (de preferência, longe dos adultos) pra poder brincar com o fogo.

Os bichos eram um dos nossos passatempos preferidos, principalmente os enjeitados. Enjeitados são aqueles que a mãe não quis quando nasceu. Tipo, ela meio que abandona o filhote e não quer amamentar nem nada.

O primeiro deles foi o Júnior. Júnior era um cabritinho branco, rajado de preto, que era uma fofura. Eu lembro dos primos todos em volta dele, uns dois dias depois que ele nasceu. E eu fiquei penalizada quando vovô disse que ele era enjeitado. Coitadinho...

A gente vivia perto da casinha do Júnior e eu nem lembro direito quando e quem colocou esse nome nele. Mas era assim mesmo. Quando a gente se dava conta, todo mundo já tava chamando os bichos por nome que a gente nem reparava de onde saía.

O cabritinho era o nosso xodó, porque era pequenininho e gostava de brincar com a gente. Estava sempre onde a gente estava. Talvez porque sempre tinha alguma coisa pra ele comer. Tinha uma planta que nascia em outra maior, principalmente nos pés de caju. Eu não sei como, mas ela aparecia nos galhos da árvores e tinha a folha lisinha e fria. Nós colocamos o nome dela de maquiagem-gelada (rsrs). Isso porque era gostoso passar a folhinha gelada no rosto e refrescar um pouquinho do calor. A nossa maquiagem-gelada, era comida de bode. O vovô ensinou pra gente. Então, como nós sempre estávamos em cima de algum pé de caju, sempre tinha maquiagem-gelada pro Júnior comer.

Bem, um dia ele cresceu e já estava até dando chifrada em bumbum de gente (inclusive no meu...), então o vovô achou que já era hora de cozinhar o cabritinho. Nós ficamos tristes e fizemos um combinado de não colocar um pedaço daquela carne na boca... e, bem... a fome falou mais alto.

Certo dia, meu tio apareceu lá com um mambira. Pra quem não sabe, mambira é como as pessoas do interior chamam os tamanduás.

Ele era filhotinho e também a coisa mais fofa que eu já tinha visto na vida. Hoje eu sei que é errado criar esse tipo de animal, ainda mais tão novinho assim... Mas, gente do interior, ainda mais naquela época, não tinha muito conhecimento disso.

O fato é que a gente se apaixonou pelo mabira, que tomava leite numa latinha de sardinha e gostava de passear com gente. A primaiada se juntava, chamava ele e o bichinho saía correndo atrás da gente.

Um dia, porém, nós chegamos lá pro fim de semana e tivemos a triste notícia de que um vizinho malvado tinha roubado o mambirinha e comido o pobrezinho...

Daí, apareceu a Miúda. Miúda era uma leitoinha enjeitada que, por não ter sido amamentada pela mãe, ficou magrinha, magrinha e a minha tia, que resolveu cuidar dela, achou até que a coitadinha não escapava.

A Miúda também gostava de brincar com a gente e estava sempre por perto. Era como um cachorrinho... E com o tempo ela também foi ganhando peso... E vocês já sabem o resto, né? Panela! Nunca vi povo mais carnívoro!! Aff...

O Capoeira era um cavalo marrom e muito bonito que o vovô tinha. A gente colocou esse nome sem querer. Capoeira era o lugar onde o vovô deixava o cavalo pra pastar e a gente achou que fosse o nome do cavalo! Então ficou assim mesmo: Capoeira. E até que ele ficou bastante tempo com a gente porque, enfim, cavalo não se come!(rsrs)

A Kátia era uma cabra já crescida e muito dócil. A Letícia, minha irmã mais nova colocou esse nome nela porque gostava desses nomes chiques (rsrs). Mas nós a chamávamos carinhosamente de Katinha.

A Katinha parecia mais outra criança que brincava ali com a gente do que com uma cabra. A gente gritava o nome dela e ela atendia! E nós choramos muito quando meu avô vendeu a Kátia pro nosso tio... Enfim, nada dura para sempre, não é mesmo?

Então chegou o outro Júnior. Ele não era enjeitado e já estava bem crescido. Mas ganhou a nossa simpatia e nós ganhamos a dele também, de modo que ele estava sempre por perto e gostava de brincar de pega-pega com a gente. É claro que, era ele que sempre ficava (rsrs).

Nós conhecemos o Diego de uma forma muito triste... Diego era um bezerrinho que foi atropelado com a mãe dele na rodovia. A mãe do Diego morreu e ele teve fratura exposta. O osso da perna dele ficou todo pra fora e eu ficava com tanta pena toda vez que olhava pra ele... O bezerrinho teve que ficar deitado por um bom tempo, até que como um milagre, ele um dia conseguiu se levantar. Ele mancava um pouco ainda, mas andava! E acho que, pelo fato de ter ficado tanto tempo praticamente dentro de casa, deitado e recebendo comida na boca, ele ficou mansinho, mansinho e quase não ia pra longe. Ele gostava tanto que, quando meu avô falava com ele, ele respondia! Claro que, na língua dos bezerros, né? Porque, tá certo que a perna dele sarar, foi um milagre mas... falar Português, já é demais, né?! (rsrs)

E um dia eu coloquei na cabeça que todas as galinhas do terreiro tinham que ter um nome, porque elas poderiam ficar enciumadas por serem tratadas como galinhas normais já que, esses outros animais aí de cima tinham sua própria identidade.

Então eu saí pelo quintal, apontando cada uma e batizando a penosa com um nome escolhido cuidadosamente, de acordo com a sua personalidade e signo do zodíaco. Mentira. Eu dizia o primeiro nome que vinha na minha cabeça.

Clotilde, Maricota, Amanda, Carlota... Cada uma ganhou um nome. E no fim de todo esse processo... Eu não sabia mais quem era quem. E que que tá me olhando com essa cara aí?! Elas eram todas parecidas e, além disso, o que vale é a intenção. E pra falar a verdade, eu tenho absoluta certeza de que cada uma decorou seu nome. Ah! Pera aí, né?! São galinhas, pelo amor de Deus! Elas não precisam ter nome!

Ai, ai... Eu gostava muito desse tempo... Hoje a casa tem paredes sólidas de tijolo, telhas ao invés de palhas, a energia elétrica chegou faz tempo... A expansão da cidade não deixou mais espaço pra criar porco, nem bode, nem bezerrinho... Não tem mais o pé de caju pra subir, nem maquiagem-gelada... Os primos todos cresceram, tiveram filhos, viraram roqueiros esquisitos ou maloqueiros... Até a vovó ficou mais simpática e (pasmem!) carinhosa! (rsrs)

Mas eu tenho pelo menos a lembrança, certo? E ela vai estar aqui sempre...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Tempo Pra Meditar...


Hoje estou romântica, sonolenta, meio mole, suspirativa, pensando em alguém o tempo todo. Estou bem sensível, para falar a verdade. Deve ser aquele período do mês que antecede aquele outro período do mês. Malditos hormônios... Às vezes são uma chateação.

É uma coisa bastante esquisita. De repente você começa a se emocionar vendo até comercial de margarina com final feliz. E cai em prantos se ouve falar da guerra lá em Israel. Se acha gorda (o que nem é "ser gorda", já que nesse período a gente fica um pouco inchada mesmo por causa da retenção de líquido). Se acha feia. Acha que ninguém gosta de você. Você chega a achar que é a escória da humanidade. Daí você sangra por 3 ou 5 dias... E passa.

Tem coisa mais esquisita, pelo amor de Deus?!

Homens não conseguem entender isso. E, podem acreditar, nem a gente entende. Mas tentem se colocar no nosso lugar e sentir tudo isso aí e, ainda por cima, chegar um cara pra você e dizer: "Tá precisando fazer uma academia, hein..."(Qualquer semelhança é mera coincidência... Viu, Herlon? É só um exemplo, rsrs).

Ai, ai... acho que estou precisando é ler um livro. Me trancar num quarto por uns 3 dias, ocupar minha cabeça com uma história bem mamão-com-açúcar, sem nem sentir fome nem nada. Alguém tem um aí pra me emprestar? Tipo Nora Roberts... Pode até ser uma comédia da Marian Keys... Ou até Sidney Sheldon. Alguém tem? Não?

Bem, ainda posso conseguir 5 temporadas de Gilmore Girls e assistir o fim de semana todo até quase entrar em transe e ficar com complexo de Lorelai Gilmore, o que é até bom porque ela é uma mulher muito linda e bem resolvida. E quem sabe um pouco de chocolate também ajude, ou outra porcaria calórica qualquer. É... é isso mesmo.

Tchau gente! Eu vou indo!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

BALANÇO 2008.


Finalmente resolvi escrever o que, não adiantava... Tinha que ser escrito. Afinal, já virou tradição, né?

O meu balanço anual é uma forma que eu tenho de parar para pensar no que me aconteceu de bom e de ruim durante o ano e tirar algum tipo de lição de tudo. É pra isso que a gente vive, não é mesmo? Para aprender sempre com tudo o que passa pela nossa vida.

Queria definir 2008 com uma só palavra. Tarefinha difícil, essa... (rsrsrs). Mas isso não é problema. Já que eu sou escritora (assim penso eu...) e todo escritor gosta de palavras... Vamos usá-las todas para desenhar o indefinível ano de 2008.

Tudo começou com trabalho. Dia 30 de Janeiro de 2008, eu comecei a trabalhar. Putz! EU TRA-BA-LHAN-DO! E pasmem! Durante o ano todo! Eu fui até o fim em tudo que me propus a fazer. Não desisti no meio do caminho. Ganhei o meu dinheiro, fiquei mais independente. Adorei isso!!!

Por conta do trabalho, o meu período de vagabundagem se reduziu a praticamente ZERO. Nada mais de passar dias e até semanas, na casa da Deianne, jogando conversa fora e ouvindo os gritos dela e da Dainna. Nada mais de fins de semana em José de Freitas tomando vinho com as meninas. Nada mais de ir tomar sorvete no shopping com a Cecília ou passar tardes inteiras na casa da Samantha, assistindo comédias românticas, colocando os babados em dia ou mesmo, só assistindo bobagens na TV.

Eu fiquei MAIS ocupada, MAIS cansada e com MENOS tempo. Eu sabia que isso é consequência da vida de pessoa adulta. Bom, nós temos que crescer um dia, pelo amor de Deus! Mas... esse povo todo não entendeu muito bem, não. Começaram a cobrar minha presença sempre tão presente. "Menina! Tá sumida! Esqueceu das pessoas, foi? Não quer mais saber de mim..."Como eu ouvi isso. E não apenas de uma pessoa.

Então, um belo dia, eu parei pra pensar. Poxa! Eu agora tenho o que fazer! Tenho responsabilidades, horários, tarefas a cumprir! Por que essa cobrança sem sentido? Quer dizer, por que só eu tenho que ligar, que visitar, que me preocupar, que ajudar? Quer dizer, ninguém ligava pra saber como eu estava (mentira, a Merinha fazia isso), pra me visitar e coisa e tal...

Foi aí que eu reparei... não adiantava. Essa abnegação sem medida às outras pessoas, que sempre me fez mal, que eu sempre quis tirar da minha vida, continuava aqui, como um fantasma.

Acostumei as pessoas a me terem sempre por perto, fazendo favores, ajudando, dando suporte... Ai, ai... Quando é que eu vou aprender a dizer não, hein?

Aviso aos meus queridos amigos, que eu continuo com o mesmo endereço e número de telefone. Não se sintam encabulados de ligarem de vez em quando ou mesmo aparecerem para tomar um chá. Ao invés de esperarem que apenas EU faça isso.

Em abril de 2008, concluí mais uma etapa da minha vida e me formei no curso de jornalismo. Foram semanas cansativas, os meus pés doeram horrores, minha cabeça não parava de latejar, a UESPI me deu o maior trabalho e aborrecimento MAS, poxa, era minha formatura! Eu sorri, chorei, relembrei os períodos difíceis e felizes de toda essa caminhada de 5 anos e respirei aliviada no fim, com a sensação de tarefa cumprida.


Rosana e Samantha também fizeram parte disso. Assim como eu, elas também tiveram suas vitórias. Essas três mosqueteiras, que se juntaram no primeiro ano do Ensino Médio e que nunca mais deixaram de ser amigas, se tornaram, no ano de 2008: uma geógrafa, uma advogada e uma jornalista. Ficamos adultas! Quantas responsabilidades...


No momento em que escrevo como se passou o meu ano de 2008, decido que vou esquecer um pedaço dele. Vou mesmo. Tristezas e decepções que não valem a pena ser mencionadas, que não me fizeram nada bem. O que importa é que eu passei por aquilo tudo e estou aqui, muito tempo depois, no ano de 2009. No novo ano de 2009.

Agora, com a palavra... Meu Coração. É ele quem vai contar agora, esse pedaço da minha vida...

Em Julho de 2008, mês do meu aniversário, eu ganhei um presente maravilhoso que, acredito eu, Deus estava guardando para uma ocasião especial, como quando a gente faz 15 anos ou se forma na universidade.


Bem, acho que 15 anos não era uma idade muito boa. Então ele esperou até que eu me formasse. E eu tão sem paciência, né? (rsrsrs)

Herlon entrou na minha vida para torná-la mais... VIDA. Eu que já nem achava mais que existissem pessoas que valessem a pena. Ai, meu Deus... E olha só a coisa mais absurda! A responsável por isso foi... DEIANNE!!!


A minha prima maluca e que era recordista de me apresentar amigos-bomba, chegou de repente, do nada, com essa novidade e que eu confesso, fiquei terrivelmente desconfiada até um dia desses. Poxa! Fala sério! É da Deianne que nós estamos falando, pelo amor de Deus! Em todas as vezes que ela tentou ser meu cupido... totalmente não deu certo! (rsrsrsrs)


Mas DEU certo... Eu me emociono quando eu penso em tudo como é. Como eu me sinto querida e cuidada, como nunca foi antes. Como eu conheci boas pessoas, como cresci como pessoa. Como, pela primeira vez, eu me senti realmente especial.


Eu achei esquisito no começo. Eu fiquei com um pouco de medo. Desconfiada também. Isso é natural. A gente fica assim diante de novas e desconhecidas situações.

Mas, pouco a pouco, ele foi tirando isso de mim. Me tirou o que não servia, colocou novos chips no lugar. Eu deixei de ser maluca!(rsrs). E comecei a ser uma pessoa normal. Calma! Não tão normal, né? Também não vamos exagerar na transformação! Ainda dá pra ser a Doida da Lua (rsrs).

Lonzin... eu queria dizer o quanto eu gosto de tu, meu bem. Mas vão ter que inventar uma palavra nova, porque nenhuma das que eu conheço são suficientemente grandiosas pra mostrar isso. Ai, como eu sou bobona... Estou me desmanchando em lágrimas enquanto escrevo isso (deve ser aquele período do mês...)

Eu sei que eu digo isso poucas vezes. Eu sempre tive a impressão de que, pra você, é bem mais fácil dizer o que sente. Mas eu sei que você me ensina. Porque você está sempre me ensinando alguma coisa. Por isso você é especial, é importante, é encantador, é necessário e eu continuo achando isso tudo, mesmo quando tu tira um tempinho só pra atentar minha paciência e satisfazer a sua curiosidade-suicída de quanto tempo demora pra eu querer te matar por asfixia com a almofada do sofá.

E gosto até desses apelidos malucos que tu me arranja e eu finjo que não gosto quando tu me chama de "Petrusca" só pra coisa ficar mais engraçada. Mas, amor, não precisa usar tanto assim a criatividade, tá? Esses 57 apelidos que tu inventou já estão de bom tamanho. Além disso... Raimundinha não combina muito com Lanussa, não (rsrsrsrsrs).


Bem, voltando ao Balanço 2008... No fim do ano eu fiquei um pouco doentinha. A minha vida corrida, a confusão do pra-lá-e-pra-cá, sol de mais, má alimentação... somando a isso tudo, o fato de que eu ignorava totalmente alguns problemas emocionais... Fiz uma salada, engoli tudo e... essa bomba, uma hora explodiu, né? Mas, tudo ficou bem. A minha família estava perto, minha mãe, meus amigos, meu amor... Eu tenho é muita sorte.

Depois do Natal, eu fui conhecer a família do Herlon lá em Parnarama-MA. São pessoas maravilhosas e encantadoras, fui muito bem recebida e adorei todos os dias que passei lá. Durante a passagem de ano, Herlon e eu fizemos votos de que todos os planos que temos juntos, se concretizem. Esse pequeno espaço de tempo em que deixa de ser um ano e começa a ser outro, pra mim, é repleto de magia. É por isso também que eu acredito que tudo vai acontecer.

Quer saber? Achei a tal palavra. 2008 foi um ano MA-RA-VI-LHO-SO. Não tô nem aí se aconteceram coisas ruins. Eu quero saber é das coisas boas!

Eu sei que 2009 também terá suas surpresas... Mas, que venha! Eu tô aqui é pra isso, rapaz!

É isso aí!